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Agosto Lilás reforça prevenção e combate à violência doméstica

Polícia Militar destaca atuação da Rede Catarina, com cerca de 300 mulheres atendidas e mais de 150 botões do pânico ativados

Agosto Lilás reforça prevenção e combate à violência doméstica

O Agosto Lilás reforça, ao longo deste mês, a importância da prevenção e do enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. Em São Lourenço do Oeste, a Polícia Militar (PM) amplia as ações de orientação e proteção por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, que já acompanha aproximadamente 300 mulheres no município e conta com mais de 150 botões do pânico ativados.

Em entrevista ao repórter William Júnior, do Destaque Regional, a cabo Barzotto, que recentemente passou a integrar a Rede Catarina na Terceira Companhia da Polícia Militar, destacou a importância de fortalecer a informação e a prevenção, especialmente entre crianças e adolescentes.

O mês de agosto também marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, marco importante no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil.

 

Rede Catarina amplia proteção às mulheres

 

Segundo a policial, a Rede Catarina oferece acompanhamento e mecanismos de proteção para mulheres que estão em situação de violência ou possuem medidas protetivas.

Entre as ferramentas está o botão do pânico, que permite à vítima acionar com maior rapidez o atendimento da Polícia Militar em uma situação de emergência.

“É um mecanismo que a Polícia Militar criou para ter um acesso mais rápido e acessível para aquela mulher que não consegue acionar ou chamar alguma emergência”, explicou Barzotto.

A ferramenta funciona por meio de um aplicativo instalado no celular da mulher, facilitando o pedido de auxílio quando ela estiver em uma situação de risco.

 

Prevenção começa nas escolas

 

Além do atendimento às vítimas, a Polícia Militar também trabalha para evitar que novos casos aconteçam. Uma das ações é o programa Protetores do Lar, desenvolvido com estudantes.

A iniciativa aborda temas relacionados à violência, seus diferentes tipos e formas de prevenção.

De acordo com Barzotto, o objetivo é levar o programa para todas as escolas dos municípios que integram a área de atuação da Terceira Companhia.

“Quando a gente trabalha a prevenção, o aluno, o adolescente, seja masculino ou feminino, ele sabe o que é a violência, os tipos de violência e como prevenir.”

A programação inclui formaturas e novas atividades em municípios da região. A previsão é concluir, até novembro, as ações nas escolas que integram a área da companhia.

 

Comunidade também pode ajudar

 

A prevenção e o combate à violência doméstica não dependem apenas da vítima. A Polícia Militar orienta que familiares, amigos, vizinhos ou qualquer pessoa que perceba uma situação de violência também procure ajuda.

A denúncia pode ser realizada pelos canais da Polícia Militar, da Polícia Civil ou diretamente junto ao Fórum, que poderá encaminhar a situação aos órgãos responsáveis.

Para Barzotto, a participação da comunidade é fundamental, principalmente porque muitas mulheres encontram dificuldades para romper com situações de violência.

“Sempre que veem uma mulher, uma vítima em situação de violência doméstica, auxiliem, liguem para os canais de emergência.”

 

Sala de acolhimento oferece apoio

 

Em São Lourenço do Oeste, a Terceira Companhia da Polícia Militar também conta com uma sala de acolhimento destinada às mulheres.

O espaço oferece atendimento e orientação para vítimas que precisam de apoio, inclusive em situações relacionadas ao cumprimento de medidas protetivas.

A policial reforça que existem diferentes órgãos e serviços disponíveis para auxiliar mulheres que enfrentam violência.

“É extremamente importante que a comunidade auxilie no sentido de denúncia e também de fortalecer essa mulher.”

 

Informação ajuda a romper o ciclo da violência

 

As ações desenvolvidas durante o Agosto Lilás buscam ampliar o conhecimento da população sobre os diferentes tipos de violência e os caminhos disponíveis para buscar proteção.

Ao mesmo tempo em que a Rede Catarina acompanha mulheres em situação de vulnerabilidade, os programas preventivos procuram trabalhar com as novas gerações para construir relações mais conscientes e reduzir a reprodução de comportamentos violentos.

A orientação da Polícia Militar é que situações de violência não sejam ignoradas. Buscar ajuda e denunciar pode ser um passo importante para interromper o ciclo de violência e proteger a vítima.

 

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